Together in Tech: Podcast sobre tecnologia e impacto na sociedade

Como é o impacto da tecnologia em diferentes gerações?

No nosso primeiro bate-papo, convidamos duas pessoas de gerações distintas para debater sobre o impacto da tecnologia na sociedade. Uma delas é Moacir Marafon, um dos Sócios Fundadores e Presidente do Conselho da Softplan. Para fazer um contraponto, também recebemos Thiago Mathias Simon, um Desenvolvedor Júnior que, com apenas 19 anos, ingressou na empresa através de um programa de capacitação que é resultado de uma parceria entre a Softplan, o Senai SC e a ACATE. O host dessa conversa é o Guilherme Brasil, que a partir de hoje irá conduzir, mensalmente, debates que vão ampliar a sua visão sobre como os recursos atuais têm transformado a vidas das pessoas. A conversa foi muito proveitosa e falaremos sobre os principais pontos dela nesse artigo.

A relação de cada convidado com a tecnologia

Cada um dos convidados do bate-papo viveu a questão da tecnologia de uma maneira diferente, visto que nasceram em gerações totalmente distintas.

Marafon teve seu primeiro contato com a tecnologia em uma matéria de introdução à computação no curso de Engenharia Civil. Quando se formou na faculdade, ele comprou uma calculadora Casio programada com 1700 bytes de memória, onde fazia programas e gravava os cálculos. Conforme Marafon adentrava no universo da tecnologia, ele se apaixonava e queria desvendá-lo ainda mais. Logo depois, ele foi trabalhar no Governo do Estado e encontrou um minicomputador com uma linguagem de programação Basic Comercial. Como autodidata, Marafon evoluiu sua experiência de programador e se encantou com essa área. Por isso, resolveu voltar para a Universidade Federal de Santa Catarina e fez parte da primeira turma de pós-graduação do curso de Ciências da Computação. Quando terminou, seu sonho de empreender no mundo da tecnologia ficou mais forte e acabou conhecendo dois parceiros que, juntos, criaram a Softplan.

Diferente de Marafon, Thiago nasceu em um contexto digitalizado, no qual já existiam computadores em casa. Com isso, ele teve o convívio próximo com a tecnologia desde muito cedo. Com nove anos de idade, por exemplo, Thiago já tinha aula de operador de computador de forma EAD (ensino a distância). No ensino médio, o jovem iniciou o curso técnico em Desenvolvimento de Sistemas, que foi seu primeiro contato efetivo com a parte de programação. Hoje, com apenas 19 anos, ele trabalha na Softplan. Pode-se concluir que a tecnologia esteve presente em todos os momentos de sua vida. Thiago afirma que, atualmente, é difícil imaginar ir para algum lugar sem ter um celular do seu lado.

A diferença geracional interfere no avanço da tecnologia?

Durante a conversa, tivemos o privilégio de ter a perspectiva de diferentes gerações para analisar essa pergunta. Marafon, que se enquadra no começo da geração X (nascidos entre 1960 e 1980), expôs características marcantes da sua época. Entrou no mercado durante uma das maiores crises econômicas do Brasil, na qual as pessoas vivenciavam uma grande dificuldade para trabalhar na área de suas graduações. Para ele, a geração X é caracterizada por dar muito valor ao emprego e à estabilidade. Consequentemente, não era aconselhado a se arriscar, já que mudanças poderiam ser perigosas. Mas Marafon acredita que sua geração pode levar tais características e, juntamente com as gerações mais novas, gerar criações tecnológicas bem-sucedidas.

Thiago, que faz parte da geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), acredita que a diferença geracional interfere no avanço da tecnologia, mas não necessariamente de uma forma negativa. Ele observa a tecnologia como algo indispensável. Uma empresa que não possui um espaço virtual para ter um posicionamento, acaba tendo dificuldades de se comunicar e conectar com seu público, sobretudo jovens. A tecnologia vai evoluindo justamente por conta das diferenças geracionais, em que cada indivíduo com sua experiência apresenta ideias distintas e inovadoras que se complementam.

Ao discutir esse tema e analisar a velocidade dos avanços na tecnologia, Guilherme, host do podcast, de forma resumida exprimiu sua opinião na seguinte frase: ‘’Essa convivência de várias gerações freia a velocidade, que já é exorbitante, da evolução tecnológica.’’

Regionalização do uso da tecnologia

Cada vez mais, há um aumento do número de pessoas que se conectam à internet no Brasil. Para um país que possui desigualdades sociais visíveis, essa é uma notícia agradável de analisar. Certamente, ainda existem áreas onde não há acesso a internet. De modo geral, o país tem garantido a acessibilidade do mundo digital com uma velocidade rápida.

A pesquisa TIC Domicílios, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), mostra que o uso da internet no Brasil cresceu em 2020, passando de 74% para 81% da população, o que representa 152 milhões de pessoas. O aumento foi representativo, mas os 29% que ainda não tem acesso não podem ser esquecidos. Por isso, é responsabilidade dos governantes tornar o mundo digital próximo de toda a sociedade.

O Presidente do Conselho da Softplan expôs, como exemplo, a sua vivência com a situação de regionalização do uso da tecnologia. Seus familiares vivem no interior de Santa Catarina, onde a questão do acesso a internet está, hoje em dia, sendo superada. As crianças, desde muito cedo, já sabem utilizar smartphones e computadores. Algo positivo, já que isso é resultado da democratização do acesso a internet.

A riqueza da convivência de gerações distintas

Quando diferentes tipos de gerações trabalham de forma unida, certamente há benefícios para uma determinada empresa e, além disso, pode gerar avanços na tecnologia. Analisar perspectivas distintas é fundamental, pois sempre há uma outra maneira de fazer algo ou de enxergar a solução para um problema.

O debate entre as gerações é muito proveitoso. Quando se pensa em profissionais mais jovens, ideias como criatividade, energia, agilidade, praticidade estão quase sempre relacionadas. Juntando essas características com uma geração antiga, que é mais experiente, não tem como o resultado dar errado.

Gostou do conteúdo? Ouça o bate-papo completo. Nele falamos de outras questões relacionadas ao que trouxemos neste artigo.

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