(Português do Brasil) Lawtech e Legaltech: inovação para uma advocacia diferente

23 11 2018

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Os termos lawtech e legaltech são muito utilizados ultimamente. Quem é da área do Direito, principalmente, deve se deparar com eles com frequência. É porque as lawtechs e legaltechs representam a inovação na advocacia.

Não há dúvida de que a tecnologia já tem feito com que a prática do Direito seja outra, bem diferente de poucos anos atrás. Advogados já podem peticionar eletronicamente, enviar protestos de sentença online, armazenar o certificado digital na nuvem e consultar processos digitalmente, de maneira muito fácil, a partir da internet.

Essas são todas soluções desenvolvidas por lawtechs e legaltechs que veem o quanto a transformação digital pode contribuir para tornar o ecossistema da Justiça mais ágil e impactar na produtividade de todos os operadores do Direito.

A atuação do próprio poder Judiciário já tem sido outra desde que começaram a surgir empresas de tecnologia voltadas para atender às demandas da Justiça. Um exemplo muito concreto é o SAJ – Sistema de Automação da Justiça. Desde que o sistema foi implantado no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), em 2011, estima-se que foram eliminadas em torno de 14 milhões de horas de trabalho por ano.

O reflexo maior está no índice de atendimento à demanda (IAD). Cada Tribunal tem o seu. É por ele que é medida a produtividade e a efetividade dos serviços prestados. O Tribunal de São Paulo deixou a 23ª posição, ocupada em 2010, para evoluir para a 10º colocação, em 2016.

O SAJ é desenvolvido por uma das maiores empresas brasileiras, líder em transformação digital, analytics e inteligência artificial para o ecossistema da Justiça brasileira, a Softplan. A empresa possui uma área de Inovação somente para pensar e planejar novos produtos. Muitos deles desenvolvidos para oferecer ferramentas de trabalho mais eficientes aos advogados e inseri-los na 4ª Revolução Industrial.

Lawtech e Legaltech

Por que é importante acompanhar de perto uma Lawtech e Legaltech

O que as lawtechs e legaltechs fazem é utilizar toda a tecnologia disponível, dentre elas, machine learning, inteligência artificial e big data, para solucionar questões com as quais os advogados se deparam todos os dias ou podem se deparar. Por exemplo, a gestão de processos ou a melhor forma de agir perante uma ação judicial.

Afinal, há um cenário propício para isso. Os maiores estímulos são a percepção do Poder Judiciário de que a modernização é um caminho sem volta e a realidade de que os novos advogados demonstram cada vez mais interesse pela transformação digital. No primeiro caso, o maior exemplo é a instituição da lei nº 11.419, que dispõe sobre a informatização do processo judicial. No segundo, há uma familiaridade com a tecnologia que é quase nativa. Portanto, há uma expectativa de que haja um interesse pela existência de um ambiente tecnológico também no meio de trabalho.

Mesmo os advogados que iniciaram a vida profissional antes de todas as soluções baseadas em tecnologia surgirem, percebem a necessidade em estar atento e até integrado com esse meio. A atualização permite ganho de competitividade e mais:

  • economia de tempo;
  • aumento da produtividade;
  • maior faturamento;
  • melhor compreensão sobre o julgamento dos processos;
  • processos organizados;
  • maior acesso à informação técnica;
  • possibilidade de monitoramento de dados públicos;
  • acesso a networking e parcerias.

Os benefícios da tecnologia, que colaboram para uma prática advocatícia de excelência, são muitos. E é justamente no que as legaltechs e lawtechs focam a sua atuação: na criação de soluções que possibilitarão ao advogado dedicar-se à essência do Direito, mais analítica, e menos às atividades repetitivas.

Não há nenhuma intenção em desenvolver robôs para tornar os advogados obsoletos. A intenção é bem diferente: somar capacidades para que todos possam ter maior e melhor acesso à Justiça. As inteligências artificial e humana, somadas, potencializam as infinitas possibilidades e, por isso, é importante acompanhar de perto tudo o que está por vir.

A evolução ocorre de uma forma muito rápida. Basta ver os números. Existiam menos de 20 lawtewchs e legaltechs em todo o mundo no ano de 2010, segundo os portais Angel List e Crunch Base. Hoje, esse número é superior a 1500 e só aumenta.

Ou seja, o uso da tecnologia no segmento jurídico é uma realidade. A inovação está aí para ser apropriada pelos advogados e demais atores do ecossistema da Justiça. A questão, agora, é: quando apropriar-se dela? Pelo cenário que se descortina, o quanto antes, melhor.

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