Conhecimento e tecnologia que transformam

Somos uma das maiores desenvolvedoras de software do país e atendemos diversos segmentos de extremo impacto para a sociedade, com soluções que são referência de transformação digital nos setores público e privado.

Conheça a Softplan
+ 0 anos
de mercado
+ 0
colaboradores especializados
+ 0 prêmios
nacionais e internacionais
+ 0
clientes de diversos segmentos

Soluções inovadoras e customizadas para cada setor

Imagem Soluções Digital Transformation

Soluções Digital Transformation

Oferecemos soluções de transformação digital para diversas instituições do Setor Público.

Imagem Soluções MultiSaaS

Soluções MultiSaaS

Oferecemos um ecossistema de soluções que atendem as demandas de gestão de negócios recorrentes em diversos segmentos.

Veja quem já inovou com nossos softwares

Ford
Cielo
Assaí
Natura
BTG Pactual
TJSP
Prefeitura Ribeirão Preto
Prefeitura Barueri
Cury Construtora
Lumis Construtora
Unimed Grande Florianópolis
Prefeitura de Juíz de Fora
Encorp
Prefeitura de Balneário Camboriú
DER DF
"

O que nossos clientes têm a dizer

O Obras.gov vai muito além da gente simplesmente lançar as informações dentro do sistema digital (...) Ele pega o processo desde a origem até o seu final, até o encerramento de um contrato. Tudo sendo lançado dentro do sistema. Aonde a operacionalidade da gestão do contrato passa a ser não só fazer uploads de documentos, não é só escanear e subir os documentos, mas sim processar as informações.

Humberto Schmidt

Coord. Projeto Avança Saúde São Paulo | Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo 

Acreditamos que em médio prazo veremos Barueri efetivamente sem papel, em especial, já começando pela Secretaria de Administração. Fico muito feliz com a empresa Softplan, que pelo que vi é muito conceituada, transparente e que trabalha com órgãos públicos de primeira linha, como o nosso Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Já é um ponto muito confiável e que, com a competência do CIT, nós rapidamente chegaremos a um êxito em Barueri e teremos ainda mais orgulho da nossa cidade.

Cilene Rodrigues Bittencourt

Secretária de Administração da Prefeitura de Barueri

O Sienge é a espinha dorsal, o principal sistema. Qualquer outra ferramenta que precise ser utilizada por alguma das áreas da empresa tem que partir do que nós tivermos no Sienge.

Sabrina Ribeiro

COO da Cury Construtora

O Assaí preza muito pela saúde de nossos clientes e colaboradores. O Checklist Fácil permite que a gente consiga fazer o controle simultâneo de todas as lojas, entender as melhorias e já tratar as inconformidades. Se fosse tudo em papel, seria bem complicado.

Natalia Figueiredo

Coordenadora de Formação Técnica em Segurança dos Alimentos do Assaí Atacadista

"

Últimas postagens no blog

Ver todas
Como está o desenvolvimento das construtechs no mercado brasileiro

NEGóCIOS EM MOVIMENTO

Como está o desenvolvimento das construtechs no mercado brasileiro

O avanço tecnológico e a necessidade de inovação constante têm remodelado diversos setores da economia mundial e o mercado da construção civil também tem se beneficiado desse movimento. Nesse contexto, surgiram as construtechs, um tipo de startup que aplica a tecnologia para solucionar desafios antigos e novos do setor de construção, desde o planejamento até o pós-obra dos projetos.  Essas empresas trazem soluções inovadoras que prometem aumentar a eficiência, reduzir custos e impactar positivamente o meio ambiente. O surgimento e a expansão das construtechs no mercado brasileiro são fenômenos recentes, mas que já demonstram impactos significativos.  Segundo dados do Mapa de Construtechs e Proptechs de 2023, já são mais de mil startups ativas voltadas para o setor da construção e mercado imobiliário no Brasil – um número três vezes maior do que o registrado em 2018, primeira edição do mapa.  Entre os estados com maior participação ativa de construtechs estão São Paulo (44,8%), Santa Catarina (12%) e Paraná (9,5%). De acordo com uma pesquisa do Sebrae, só em 2023, em Santa Catarina, o número de startups cresceu 49,65%. Atualmente, a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), possui 1.500 empresas associadas e, somente n o seu programa voltado para a construção, a Vertical Construtech, é composta por mais de 60 empresas. Esses negócios atuam no desenvolvimento e comercialização de soluções tecnológicas para a Construção Civil e imobiliária. Este cenário reflete não apenas uma mudança na forma de construir e gerenciar projetos, mas também na maneira como o mercado encara a inovação. As construtechs estão remodelando o ecossistema da Construção Civil no Brasil, fazendo com que este seja um momento decisivo para colocar as construtoras e incorporadoras em dia com as tecnologias mais avançadas.  Como as construtechs estão transformando o setor da  Construção Civil? Além de inovações tecnológicas, as construtechs também trazem para o mercado novas perspectivas e métodos de trabalho. Isso porque essa transformação abrange desde a concepção de um projeto até a sua entrega e manutenção, introduzindo eficiência, sustentabilidade e um novo patamar de qualidade.  Através de soluções digitais e inovadoras, essas startups redefinem os paradigmas do setor, tornando os processos mais ágeis, transparentes e acessíveis. Produtividade e digitalização no mercado  A digitalização impulsionada pelas construtechs tem se mostrado um elemento chave para o aumento da produtividade no setor de construção civil. Desde o desenvolvimento de softwares que otimizam o planejamento e a execução de obras até sistemas avançados de gestão de pós-obra, a tecnologia está no centro das soluções que visam tornar o setor mais eficiente e menos suscetível a erros e desperdícios. Nesse sentido, as construtechs oferecem ferramentas que facilitam a comunicação e a colaboração entre os diversos stakeholders de um projeto, incluindo engenheiros, arquitetos, construtores e clientes, garantindo que todos estejam alinhados e possam tomar decisões bem informadas em tempo real.  A implementação de tecnologias também permite uma melhor gestão dos recursos, previsão de riscos e manutenção preditiva, o que pode significar uma redução considerável de custos e tempo de projeto. Investimentos no setor  Entre janeiro de 2022 e novembro de 2023, um levantamento da Liga Ventures em parceria com o Secovi-SP revelou que os investimentos no setor de construtechs alcançaram a marca de R$ 748 milhões. Isso demonstra a confiança dos investidores na capacidade das startups de inovar e otimizar a construção, desde a fase de concepção de projetos até a entrega das obras. A injeção de capital nestas empresas também é um claro indicativo de que o mercado reconhece a necessidade de transformação digital e eficiência operacional. Com os recursos financeiros, as construtechs desenvolvem soluções tecnológicas avançadas, ampliam suas operações e, o mais importante, testam e implementam suas inovações em escala real, beneficiando toda a cadeia produtiva. Tendências no ecossistema das construtechs no mercado brasileiro À medida que o setor de construção civil se inclina cada vez mais para a inovação e a tecnologia, o ecossistema das construtechs no Brasil também segue em uma trajetória ascendente, marcada por várias tendências emergentes que prometem transformar o mercado.  Confira alguns exemplos. Sustentabilidade e construção verde Com o aumento da conscientização sobre as mudanças climáticas e a necessidade de reduzir o impacto ambiental, as construtechs estão desenvolvendo soluções que promovem a eficiência energética, o uso de materiais sustentáveis e a minimização dos resíduos de construção. Softwares que otimizam o uso de recursos e tecnologias que permitem a reciclagem de materiais no canteiro de obras são alguns exemplos.  Digitalização e BIM (Modelagem de Informação da Construção) A digitalização continua a ser uma tendência forte no setor, com a adoção do BIM (Modelagem de Informação da Construção) se destacando como um avanço fundamental. O BIM permite a criação de representações digitais precisas de edifícios, facilitando a colaboração entre todos os envolvidos no projeto e construção.  Realidade aumentada e virtual A realidade aumentada (RA) e a realidade virtual (RV) estão se tornando ferramentas indispensáveis no arsenal das construtechs. Estas tecnologias oferecem imersão e interatividade na visualização de projetos, permitindo aos clientes e stakeholders experimentarem espaços antes mesmo de sua construção.  Além disso, a RA pode ser utilizada para sobrepor informações digitais ao ambiente real, auxiliando na precisão da construção e na resolução de problemas no canteiro de obras. Automação e robótica A automação e a robótica representam um salto significativo para o aumento da eficiência e a redução da necessidade de mão de obra intensiva. Drones para mapeamento de terrenos, ferramentas e softwares para gestão de obras são apenas alguns exemplos de como as construtechs estão incorporando essas tecnologias.  Estas inovações não só melhoram o fluxo de trabalho, mas também aumentam a velocidade e a qualidade da construção. Inteligência Artificial e Big Data A adoção de inteligência artificial (IA) e big data está transformando a tomada de decisões no setor de construção. As construtechs utilizam essas tecnologias para analisar grandes volumes de dados, otimizando desde o design até a operação dos edifícios. A IA pode prever atrasos, identificar riscos potenciais e oferecer insights para a melhoria contínua dos processos de construção. Inovação na Construção Civil ganhando força  A construção civil está vivenciando uma evolução tecnológica com a introdução de soluções que estão transformando profundamente o setor. Ferramentas e plataformas avançadas estão fortalecendo o impacto dessas inovações no mercado, otimizando cada etapa da obra e elevando a eficiência operacional a novos patamares. No entanto, é preciso que essas ferramentas atuem de maneira unificada, conectando toda a cadeia e todas as etapas construtivas da construção. E é exatamente isso que o ecossistema tecnológico da indústria da construção faz.  As soluções abaixo trazem um grande diferencial em relação às construtechs que ainda atuam de maneira "isolada":  Sienge; Construcompras; Construmanager; Construpoint; CV CRM; Prevision; eCustos; GO Gestor Obras. Estas soluções evidenciam a força da inovação na construção civil, onde a adoção de tecnologia se torna um diferencial competitivo e conduz o setor a um futuro mais eficiente e sustentável. Muitas construtoras já estão percebendo isso na prática através do retorno sobre investimento em tecnologia, com ganhos como redução de custos e prazos, maior produtividade, visão de dados para tomada de decisão assertiva. Com isso, a cultura de inovação vai se desenvolvendo na construção civil e a oferta de tecnologia só tende a crescer cada vez mais.

A Importância dos ritos de gestão nas organizações

ESTRATéGIA EM FOCO

A Importância dos ritos de gestão nas organizações

Nas complexas engrenagens das organizações contemporâneas, os ritos de gestão desempenham um papel fundamental. Estes rituais, muitas vezes subestimados ou até mesmo negligenciados, influenciam a cultura organizacional, promovem a comunicação eficaz e contribuem para a consecução dos objetivos estratégicos. Isto é, os ritos de gestão são essenciais para formação e manutenção da cultura organizacional, que é moldada por meio de valores, crenças e comportamentos compartilhados pelos membros da organização.  Na prática, eles servem como veículos para transmitir e reforçar os elementos culturais. Reuniões regulares, atualizações de status e relatórios de progresso são exemplos de rituais que facilitam a troca de informações, alinham expectativas e garantem que todos os membros da equipe estejam na mesma página. Uma comunicação clara e transparente evita mal-entendidos, conflitos e redundâncias de esforços. Portanto, os ritos de gestão fornecem um canal para a comunicação formal e criam um ambiente propício para o diálogo aberto e a colaboração entre os membros da equipe. Além disso, favorecem a consecução dos objetivos estratégicos da empresa. Ao estabelecer rituais sobre a definição de metas, avaliação do desempenho e o acompanhamento do progresso, as organizações podem direcionar os esforços de seus colaboradores para as iniciativas prioritárias.  Rituais como o planejamento estratégico anual e as revisões trimestrais de desempenho permitem que os líderes e as equipes avaliem regularmente o progresso em relação aos objetivos da empresa e façam ajustes conforme necessário.  Dessa forma, eles também incentivam a accountability e a responsabilidade, essenciais para o sucesso organizacional a longo prazo. >> Leia também este conteúdo produzido pela Alejandra Nadruz, Diretora de Gente & Cultura do grupo Softplan: Transformação digital e os impactos positivos na cultura das empresas Como a cultura empresarial é afetada pelos ritos de gestão? A partir dos ritos de gestão, os valores, normas e crenças compartilhados são expressos e reforçados dentro da organização.  Os eventos de premiação e cerimônias de reconhecimento de colaboradores, por exemplo, destacam e celebram comportamentos e realizações alinhados com a cultura da empresa. Ao participarem desses rituais, os membros da equipe internalizam e perpetuam os elementos culturais, promovendo um senso de identidade e pertencimento.  Os ritos de gestão também podem ser usados estrategicamente para moldar a cultura organizacional, introduzindo novos valores ou reforçando aspectos específicos que são considerados essenciais para o sucesso da empresa. Outro ritual importante são as trocas de feedbacks, também chamados 1:1. Por meio deles, a confiança e o relacionamento entre líderes e liderados é fortalecido, o que influencia positivamente a saúde mental do time.  Em especial, os ritos fornecem a estrutura e previsibilidade, ajudando os funcionários a entender o que é esperado deles e como devem se comportar em determinadas situações.  Isso reduz a ambiguidade e a ansiedade, promovendo um ambiente de trabalho mais estável e seguro. Além disso, os rituais no ambiente de trabalho facilitam a construção de relacionamentos e o fortalecimento dos laços sociais entre os membros da equipe. Ao participarem de rituais compartilhados, os funcionários desenvolvem um senso de camaradagem e solidariedade, o que contribui para um clima organizacional mais positivo e colaborativo.  Exemplos de ritos de gestão Reuniões de equipe regulares: encontros semanais ou mensais para discutir o avanços de projetos, compartilhar atualizações e alinhar estratégias; Cerimônias de premiação: eventos especiais para reconhecer e recompensar o desempenho dos funcionários, destacando valores e comportamentos desejados; Eventos de integração: atividades para receber novos funcionários e introduzi-los à cultura organizacional, promovendo uma transição suave e uma rápida integração à equipe. Como definir os ritos de gestão para a sua empresa Entenda a cultura organizacional existente: analise os valores, normas e crenças que atualmente permeiam a empresa e identifique áreas que podem ser fortalecidas ou desenvolvidas por meio de rituais de gestão; Envolver os funcionários: solicite feedback do time sobre os tipos de rituais que eles consideram mais significativos e eficazes para promover a cultura; Seja flexível e adaptável: reconheça que a cultura organizacional está em constante evolução e esteja disposto a ajustar os rituais para atender às necessidades e demandas da organização; Promover a consistência e a regularidade: estabeleça intervalos regulares consistentes para execução dos rituais, garantindo que eles se tornem parte integrante da vida cotidiana da empresa. Quais são os principais rituais da Softplan? Os rituais aplicados na Softplan reforçam os comportamentos e mensagens importantes para fortalecer dois pilares da nossa cultura: Transparência e Resultados Sustentáveis. Mensalmente acontecem as Reuniões de Resultados Mensais de cada Business Unit (BU), onde todas as lideranças participam e apresentam indicadores. Também é realizado o debate de estratégias de correção de rotas e alinhamentos na presença do Diretor dessa BU. Outro rito importante realizado trimestralmente é a apresentação dos resultados do trimestre, onde atualizamos os colaboradores  sobre iniciativas e lançamentos de projetos. Ao final dessa agenda, todos os diretores se disponibilizam às perguntas dos colaboradores, o que  reforça ainda mais a nossa cultura de transparência e simplicidade. Os ritos de gestão são indispensáveis nas organizações contemporâneas. Portanto, é fundamental que as empresas reconheçam e valorizem a importância desses rituais, investindo tempo e recursos para desenvolvê-los e sustentá-los ao longo do tempo. Somente assim poderão colher os benefícios de uma gestão eficaz e uma cultura organizacional forte e coesa.

Os impactos da inteligência artificial e os desafios para garantir a privacidade de dados

TECH EM TUDO

Os impactos da inteligência artificial e os desafios para garantir a privacidade de dados

A revolução digital transformou nossa forma de vida e redefiniu como nos relacionamos e interagimos socialmente. No centro dessa mudança está a Inteligência Artificial (IA), que influencia o nosso comportamento no mundo online e fora dele.  Quando você pesquisa por um produto e, em seguida, vê anúncios do mesmo em suas redes sociais, trata-se de um exemplo de resultado da IA, rastreando e analisando seus padrões de comportamento online. A presença da IA pode ser notada fortemente no cotidiano das pessoas. Isso acontece principalmente pelo uso frequente de smartphones, computadores e outros dispositivos móveis, que oferecem acesso a assistentes virtuais como a Siri (Apple), e Alexa (Amazon), Google Assistente (Google), dentre outros.  Também é possível perceber sua influência na personalização das redes sociais e plataformas de streaming, como Netflix e Prime Video, que sugerem filmes, séries e músicas com base no histórico de visualização e audição de cada pessoa. Já o Facebook, utiliza algoritmos para personalizar o feed de notícias de cada usuário com base em suas preferências e comportamentos anteriores, por exemplo.  Essa transformação de atividades diárias através da digitalização, a conexão global e a presença crescente de algoritmos inteligentes no cotidiano são características da Era Digital (início do século XXI até os dias atuais).  Estamos imersos em um mundo onde a IA vai além de ser apenas uma ferramenta, tornando-se um elemento fundamental para proporcionar serviços personalizados, prometendo eficiência e conveniência. Contudo, essa presença constante também traz consigo uma série de desafios, especialmente no que se refere à proteção da privacidade individual. Para se ter uma ideia desses impactos, podemos citar o caso do Google que, em 2019, foi multado em 50 milhões de euros pela Comissão Nacional de Informática e Liberdades da França por violar o Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR) da União Europeia.  A multa foi aplicada devido à falta de transparência das informações sobre como os dados dos usuários eram coletados e utilizados para fins de publicidade personalizada. Impacto da IA na personalização A IA molda nossas experiências online de maneira única, já que analisa dados complexos em tempo real para ajustá-los conforme às necessidades individuais. Isso reflete três vantagens:  Eficiência: a personalização proporcionada pela IA torna as interações online mais eficientes, economizando tempo ao oferecer conteúdo relevante de forma instantânea; Experiência do usuário aprimorada: ao analisar os dados de comportamento do usuário, a IA oferece recomendações mais relevantes e personalizadas. Conveniência: adaptação automática das preferências do usuário com base em suas interações passadas, proporcionando uma experiência mais fluida. Em contrapartida, temos alguns pontos de atenção sobre a utilização desta ferramenta, como:  Preocupações com a privacidade dos dados. Risco de viés algorítmico; Possibilidade de redução da diversidade de experiências. Uso da Inteligência Artificial e a Proteção de Dados  A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece princípios para o uso de dados pessoais, exigindo que sua utilização tenha finalidade específica, seja limitada no tempo de armazenamento e compartilhamento com terceiros.  Com isso, a LGPD busca garantir a transparência e limitar o uso de informações desnecessárias para o funcionamento da inteligência artificial (IA), protegendo os direitos dos titulares. Além disso, a IA, ao ser utilizada para apoiar na solução de problemas cotidianos e auxiliar empresas em decisões, se enquadra no Artigo 20 da LGPD, que trata de decisões tomadas unicamente com base em tratamento automatizado de dados pessoais.  Nesse contexto, os titulares têm o direito de solicitar revisão das decisões que afetem seu perfil ou aspectos de sua personalidade, e as empresas devem informar os critérios utilizados nas decisões, permitindo que os titulares manifestem seu entendimento sobre o tratamento dos dados. Regulamentação da Inteligência Artificial O projeto de Lei 5051/2019, em tramitação no Senado Federal, propõe que os responsáveis pela inteligência artificial (IA) esclareçam os parâmetros utilizados pela tecnologia, destacando a importância da supervisão humana para garantir a confiabilidade no processo de utilização regulamentada da IA.  Por sua vez, o Projeto de Lei 21/20 estabelece o marco legal do uso e desenvolvimento da IA no Brasil, com foco em estimular seu desenvolvimento e proteger os cidadãos contra seu mau uso, respeitando a dignidade humana, a diversidade, a proteção de dados pessoais e a transparência. O principal objetivo dessas regulamentações é garantir transparência aos titulares de dados pessoais, assegurando que as tecnologias de IA sejam administradas de acordo com as leis, com possível supervisão humana para evitar violações dos direitos dos titulares. Perspectivas Futuras  Na medida que avançamos para o futuro na interseção da Inteligência Artificial (IA) e da privacidade, surgem perspectivas e desafios dinâmicos. Estratégias inovadoras são essenciais para moldar um caminho ético na era digital.  De acordo com um estudo realizado pela Amazon Web Services (AWS) com apoio da Access Partnership, onde foi aplicada uma pesquisa com 1600 funcionários e 500 organizações no Brasil, de diversos setores, 97% de todos os empregadores planejam usar soluções baseadas em IA até o ano de 2028.  O levantamento também concluiu que 97% dos empregadores pesquisados e 94% dos funcionários esperam usar, de alguma forma, a IA Generativa em suas organizações nos próximos cinco anos. Também podemos citar como exemplo de tendências futuras o uso de técnicas de IA para anonimizar dados pessoais, garantindo a privacidade dos usuários. Ferramentas como algoritmos de aprendizado estão sendo cada vez mais adotadas, permitindo que modelos de IA sejam treinados em dados descentralizados, sem a necessidade de compartilhamento direto dos dados brutos. A descentralização de dados ganha destaque, permitindo que os usuários mantenham maior controle sobre suas informações pessoais. Empresas podem se preparar para essa tendência adotando políticas de privacidade transparentes e oferecendo opções claras de controle aos usuários sobre seus dados.  Além disso, a implementação de sistemas de criptografia ponta a ponta pode garantir a segurança dos dados durante a transmissão e armazenamento, aumentando a confiança dos usuários. Para assegurar o cumprimento das leis e garantir a privacidade dos dados, as empresas podem adotar outras estratégias, como treinamentos internos sobre conscientização sobre as orientações de privacidade e a realização de auditorias regulares.  A capacidade de buscar inovação enquanto se protege a privacidade torna-se um ponto chave. A forma como lidamos com esse equilíbrio delicado determinará não apenas a evolução da próxima era digital, mas também o tipo de sociedade que construiremos com base nela.

Capital social e a equidade de gênero no mercado de trabalho

NEGóCIOS EM MOVIMENTO

Capital social e a equidade de gênero no mercado de trabalho

Há muito tempo, o debate sobre o capital humano tem sido relevante para organizações de alto desempenho. Mas, pouco tem se falado sobre uma perspectiva que destaca um ativo valioso e muitas vezes subestimado: o capital social. Este não se limita apenas às habilidades individuais, mas vai um pouco além, dando destaque para redes de relacionamento e colaboração que moldam as empresas. Em um contexto onde a valorização das relações interpessoais e a equidade de gênero são essenciais para o crescimento sustentável das organizações, a inclusão e a diversidade impulsionam não só a moral, mas também os resultados financeiros. É aqui que a interseção entre capital social e equidade de gênero revela um terreno fértil para a inovação, a criatividade e o sucesso empresarial. O capital humano representa o conjunto de habilidades, conhecimentos e experiências que cada colaborador traz para a organização. É a força individual que impulsiona a produtividade e o desempenho, moldando a expertise e a capacidade de resolução de problemas. Em contraste, o capital social se concentra nas redes de relacionamento que se formam dentro e fora da empresa, baseadas na confiança, cooperação e inovação. Elas facilitam o acesso à informação e ao conhecimento, criando um ambiente propício para o aprendizado mútuo e a troca de ideias. Isso quer dizer que o capital social vai além das capacidades individuais, abrangendo as interações e conexões entre os colaboradores. É como se fosse uma teia invisível que conecta as pessoas, promovendo ganhos como: Compartilhamento de conhecimentos; Colaboração em projetos;  Criação de soluções inovadoras. O termo "capital social" também é utilizado em outro contexto, relacionado ao valor que os sócios investem na empresa no momento de sua abertura. Neste caso, trata-se de um aporte de recursos tangíveis, como dinheiro, bens ou direitos, que são utilizados para financiar a compra de ativos, o pagamento de despesas e a implementação das atividades da organização. Nesse sentido, o capital social se destaca aqui como um ativo intangível de valor inestimável e transcende o foco individual do capital humano. O foco são as redes de relacionamento e colaboração dentro das organizações.  Será que as empresas precisam mesmo de superestrelas?  Com o capital social em foco, a busca por "superestrelas" individuais, ou seja, aqueles os colaboradores que mais se destacam, cede lugar à valorização da coesão social e do apoio mútuo como pilares do sucesso. No TED “Forget the pecking order at work”, Margaret Heffernan, que é empreendedora, CEO, autora e palestrante, destaca que a verdadeira eficácia de uma equipe está intrinsecamente ligada a três elementos-chave: Sensibilidade social; Distribuição igualitária de tempo e participação entre os membros; e Diversidade de perspectivas. Quando presentes, estes três elementos tendem a aumentar significativamente a produtividade e a capacidade de inovação das equipes. Ao contrário da abordagem que valoriza as superestrelas, os times mais bem-sucedidos são aqueles que demonstram uma elevada sensibilidade social entre seus membros. Este sentimento é caracterizado pela empatia e pela capacidade de compreender e responder às necessidades dos colegas. Quando os membros de uma equipe se preocupam genuinamente uns com os outros, há uma atmosfera de confiança e colaboração que impulsiona a produtividade e a criatividade. A diversidade de perspectivas dentro das equipes também é um fator determinante. A presença de uma variedade de experiências, habilidades e pontos de vista enriquecem as discussões e aumentam a capacidade da equipe de resolver problemas complexos de maneira eficaz.  Mulheres no mercado e capital social  Falando em diversidade, a presença das mulheres no mercado de trabalho e, mais especificamente, em equipes empresariais, está intrinsecamente ligada ao conceito de capital social e aos resultados positivos que ele pode gerar. Partindo desse ponto de vista, apesar das barreiras e desafios enfrentados pelas mulheres, a presença feminina não é apenas benéfica, mas também fundamental para o sucesso financeiro e a inovação das empresas. Pesquisas mostram que empresas pertencentes ou lideradas por mulheres tendem a apresentar níveis mais elevados de desempenho financeiro em comparação às empresas lideradas exclusivamente por homens. Segundo dados da Deloitte citados no relatório DIEP na Prática, há muitas vantagens na liderança feminina, como melhorar em 17% o desempenho das equipes, em 20% a qualidade das tomadas de decisão e em 29% a colaboração. Esses resultados não são meramente coincidências, mas reflexos da diversidade de perspectivas que as mulheres trazem para a liderança e para as equipes empresariais. A presença feminina aumenta a representatividade de gênero nas organizações, enriquece a base de conhecimento e estimula o pensamento original. Além disso, contribui para a criação de um ambiente de trabalho mais equitativo e inclusivo, o que por sua vez fortalece o capital social dentro da organização. Falando em base de conhecimento, entenda como a Softplan trabalha este tema internamente. Equidade de gênero no mercado de trabalho brasileiro O Brasil tem testemunhado avanços em direção à equidade de gênero no mercado de trabalho nos últimos anos, como refletido no Global Gender Gap Report de 2023. O país subiu consideravelmente no ranking, alcançando a 57ª posição em paridade de gênero, em comparação com a 94ª posição no ano anterior. Esse progresso é notável, especialmente considerando o contexto global e os desafios persistentes enfrentados pelas mulheres em muitos setores da sociedade. O relatório destaca uma série de fatores que contribuíram para esse avanço, incluindo a redução das disparidades educacionais entre homens e mulheres, com 117 dos 146 países indexados eliminando pelo menos 95% dessa diferença. É crucial reconhecer que a conquista da paridade de gênero não é apenas uma questão de justiça social, mas também um imperativo econômico. O estudo Panorama Mulheres 2023, realizado pela Talenses Group e pelo Insper, oferece insights adicionais sobre a representação feminina nas empresas brasileiras. Os dados revelam que, embora haja progresso, há desafios a serem enfrentados. As mulheres ainda representam apenas 21% dos membros dos conselhos administrativos e 17% na posição de CEO das empresas no Brasil, por exemplo.  Na tecnologia, tivemos avanços notáveis na presença feminina entre 2015 e 2020, com um aumento de 60% conforme dados do CAGED. No entanto, mulheres ainda representam apenas 20% do total de profissionais nesse setor Na Softplan, em sintonia com essa tendência de mercado e com o objetivo de criar um ambiente diverso, as mulheres compõem 34,7% do quadro geral (dados de fevereiro de 2024) e ocupam 31% das posições de liderança. Isso representa um aumento de 20% em relação a 2023 e reflete um compromisso contínuo e intencional com a promoção da equidade de oportunidades. Além disso, em 2023, 46,15% das nossas promoções para cargos de liderança foram para mulheres, sinalizando um avanço significativo na equidade de gênero não apenas para a Softplan mas também para todo o mercado de tecnologia no país, que ainda é bem desafiador para mulheres. No nosso conselho, inclusive, atualmente, temos três conselheiras, sendo duas no Conselho Executivo e uma no Comitê de Gente.  Para continuar avançando em direção à equidade de gênero, as empresas devem adotar estratégias que promovam a igualdade de oportunidades e criem ambientes de trabalho onde todas as pessoas possam prosperar e contribuir plenamente. O que, no final das contas, resulta em negócios mais prósperos e igualitários.

Como fomentar a cultura data-driven nas empresas?   

NEGóCIOS EM MOVIMENTO

Como fomentar a cultura data-driven nas empresas?   

Utilizar dados a favor dos objetivos empresariais é a grande missão de uma cultura data-driven. Implementar assertivamente essa abordagem, no entanto, ainda é uma tarefa complexa. Atualmente, big data é o termo do momento. Portanto, não é difícil encontrar métodos para coleta de dados. Porém, a cultura data-driven vai além ao priorizar a análise e a interpretação de dados para guiar decisões e estratégias.  É preciso colocar os insights em prática, mas de maneira assertiva, considerando as outras variáveis que influenciam os processos da empresa.  Sendo assim, torna-se necessária uma mudança expressiva em ferramentas de trabalho, fluxos e, o mais importante: na mentalidade das equipes e da gestão.  Em resumo, cultura data-driven é o movimento organizacional que coloca a análise de dados no centro da tomada de decisões. É um dos pilares da inovação e revolução tecnológica que experimentamos atualmente.  A análise de dados, por sua vez, abrange processos de coleta, inspeção, limpeza e, claro, análise crítica a fim de transformar dados em informações confiáveis e úteis para tomadas de decisões estratégicas e definição de soluções para diversos problemas. Importância da cultura data-driven nas empresas Os especialistas alertam: sem inteligência de dados os mercados não sobreviverão.  Segundo estudos de Gartner, em 2022, a Inteligência de Decisão, que combina análises automatizadas e IA para guiar o processo de tomada de decisão orientada por dados, foi apontada como uma das principais tendências tecnológicas.  Em uma de suas previsões mais recentes sobre análise de dados até 2028, a consultoria destaca também que 45% dos profissionais de marketing de produto se guiarão pela análise de dados para monitorar comportamentos e definir ações de segmentação e comunicação.  Sendo assim, considerar a coleta e análise crítica de dados como parte estratégica da cultura organizacional abre um leque de possibilidades e benefícios, dentre eles:  Decisões inteligentes e confiáveis: “acima de tudo, mostre os dados”, resume bem Edward Rolf Tufte - professor norte-americano de estatística e economia política. O tratamento de informações pertinentes às empresas não deve abrir margens para “achismos”;  A análise de dados reduz tempo e gastos com modelos empíricos ou ações baseadas unicamente em intuição e experiências.  As ações se tornam mais assertivas, com melhores resultados  quando as experiências e análise de dados trabalham juntas; Um bom exemplo disso é a automação das campanhas de marketing. O desempenho das ações, da interação e da recepção dos consumidores são monitorados em tempo real, o que reduz o período de ação na tomada de decisões.  Todos esses dados, analisados de forma crítica conforme as métricas estabelecidas, conseguem apontar a necessidade de mudanças. Assim, é possível rever em tempo hábil uma ação com baixo desempenho e maximizar resultados. Prever tendências para diminuir correções e retrabalhos, que podem resultar em custos altos e não planejados para a operação; Melhorar o desempenho das ações de marketing: ao cruzar informações de comportamento de consumo, as empresas conseguem lançar novos produtos e serviços, promovê-los ou retirar do mercado. Quais ações de marketing estão com o retorno esperado? Quais projetos demandam mais custos do que resultados? As informações em tempo real possibilitam mudanças rápidas para evitar prejuízos.  Já que o assunto é mudança organizacional, saiba mais sobre a gestão do conhecimento nas empresas. Implementando a cultura data-driven: por onde começar? Os benefícios da cultura data-driven são incontestáveis. Apesar disso, as empresas enfrentam desafios para sua implementação, pois isso exige uma reorganização de estruturas já existentes e a criação de novas rotinas. Confira algumas orientações para aplicar a cultura data-driven nas empresas. Invista em uma ferramenta eficiente Estabelecer uma gestão orientada por dados requer a adoção de ferramentas para coleta e análise, além de estruturas que organizem informações já existentes e que façam a comunicação entre sistemas.  O ideal é contar com um profissional especialista em transformação digital e análise de dados para ajudar na escolha da ferramenta, além de capacitar agentes internos que atuem como disseminadores da cultura data-driven entre os colaboradores.  Defina o que vale a pena analisar O volume de dados por si só não significa nada: é preciso definir quais indicadores são relevantes para as tomadas de decisão diárias. A missão é selecionar o que realmente importa, e compartilhar os insights com os setores envolvidos.  Métricas SaaS: características e principais indicadores para acompanhar Faça treinamentos com os colaboradores Os colaboradores precisam compreender a importância da análise de dados para que seja possível extrair os benefícios deste recurso. Para isso, é essencial oferecer treinamentos sobre o tema e capacitações sobre o uso das ferramentas escolhidas.  Afinal, as informações geradas não devem se limitar aos setores especialistas ou às lideranças. A otimização de processos baseados em dados requer autonomia das equipes.  Crie planos de ação Com a análise dos indicadores na mão, é necessário a criação de planos de ação para solucionar possíveis desafios que os números mostrarem. Lembre-se de que um dado sempre representa algum insight, positivo ou não, bem como aponta tendências e oportunidades para a empresa.  Dessa maneira, os gestores conseguem se planejar a longo prazo, de modo que o negócio estará mais preparado para enfrentar imprevistos.  Monitore de forma constante Embora facilitem os planejamentos futuros, os dados apresentam cenários momentâneos, por isso, o acompanhamento deve ser constante.  Se você é usuário das plataformas de streaming, com certeza já percebeu que as suas atividades são monitoradas instantaneamente. Uma mudança no seu estilo musical, por exemplo, gera novas sugestões para você e novos padrões de comportamento para o aplicativo.  Em uma empresa data-driven, esse monitoramento constante faz parte da rotina. É possível utilizar os dados para guiar decisões ágeis, seja na visão operacional com colaboradores, ou na visão estratégica para concepção e desempenho de produtos.  Atenção à proteção dos dados É fundamental investir na segurança da informação, seja por controle de acesso às informações, sistemas em nuvem, além de firewalls e demais iniciativas sugeridas por especialistas.  O cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) é essencial para assegurar o correto uso e tratamento de informações, evitando ataques cibernéticos e vazamento de dados, que podem prejudicar os usuários e a imagem da empresa.  Assim como na manipulação das ferramentas, os colaboradores também devem estar preparados para agir conforme as políticas da empresa e à Lei.  Inclusive, temos um artigo sobre os impactos da LGDP em empresas de tecnologia, aproveite para saber mais sobre o tema.

Como a arquitetura de negócios se relaciona com marketing de produtos?

TECH EM TUDO

Como a arquitetura de negócios se relaciona com marketing de produtos?

A arquitetura de negócios oferece um guia para as empresas, ajudando a alinhar funções e os setores com os objetivos centrais. Não estamos falando de um organograma ou descritivo de cargos e sim, de uma abordagem que apoia o modelo operacional de maneira estratégica.  Este processo inclui todas as áreas de uma empresa. Aqui, vamos explorar como o marketing de produto e o planejamento de go-to-market se relacionam, na prática, com a arquitetura de negócios a partir do olhar de Monica Moura, Coordenadora de Marketing de Produto na Softplan.  Monica também compartilhou com o Portal Visão Softplan um pouco da sua experiência e trouxe insights importantes sobre o tema. Acompanhe!   O papel da fundamental da arquitetura de negócios nas empresas A arquitetura de negócios é um conceito fundamental para compreender e otimizar a forma como uma empresa opera, entrega seus produtos ou serviços e se relaciona com seus clientes e outros stakeholders. Em essência, ela se concentra na estruturação e na compreensão dos elementos que compõem uma organização, incluindo suas funções de negócio, processos, sistemas de informação e ecossistemas empresariais. Monica explica que “um modelo de arquitetura de negócios descreve não apenas como a organização está estruturada, mas como ela pretende alcançar seus objetivos e entregar valor aos seus clientes”. Além disso, facilita a comunicação e o entendimento entre as diferentes partes interessadas da organização, proporcionando um roteiro claro para transformações e melhorias. Como a arquitetura de negócios agrega vantagem competitiva Em primeiro lugar, uma estrutura de negócio bem definida, com objetivos claros e processos operacionais alinhados, permite que a empresa estabeleça metas e objetivos tangíveis. Isso proporciona uma visão clara das operações internas e uma base sólida para tomar decisões estratégicas. Nas grandes corporações, que muitas vezes lidam com portfólios complexos de produtos e serviços, a arquitetura de negócios desempenha uma função crucial de direcionamento. Esses portfólios podem incluir uma variedade de produtos físicos, eletrônicos, de software, entre outros. A integração de empresas adquiridas e a diversificação dos produtos também aumentam a complexidade da estrutura organizacional. Nesse cenário, “a arquitetura de negócios oferece uma abordagem estruturada para alinhar as capacidades da empresa com as demandas do mercado”, complementa Monica. Além disso, ela permite que os líderes empresariais desenvolvam planos estratégicos para o futuro, adaptando-se às mudanças do mercado e mantendo a competitividade. Ao integrar objetivos de negócio, processos operacionais e portfólios de produtos de forma coesa, a empresa pode maximizar sua eficiência, inovação e capacidade de resposta às necessidades do mercado, consolidando assim uma vantagem competitiva sustentável. Entendendo a função do marketing de produto Quando a arquitetura de negócios é bem definida, a empresa tem uma maior clareza sobre como ela cria valor para o mercado, e é aqui a interseção dessa estratégia com o marketing de produto. O marketing de produto desempenha um papel fundamental na comunicação e na promoção dos produtos ou serviços oferecidos pela empresa, garantindo que a proposta de valor seja transmitida de forma eficaz aos clientes em potencial. Isso envolve compreender a evolução do produto, traduzir suas características e benefícios para o mercado e diferenciá-lo dos concorrentes. Para Monica, “um dos desafios é tangibilizar os valores do produto e garantir que a equipe de vendas compreenda e venda efetivamente a proposta de valor”. Além disso, o marketing de produto é responsável por desenvolver o posicionamento do produto, a mensagem estratégica e a estratégia de preços. Na prática, como o marketing de produtos atua em uma empresa? Monica lembra que “a posição organizacional do marketing de produto pode variar dependendo do contexto e das necessidades específicas do negócio”. Algumas possibilidades que ela cita são: Dentro da área de produto: ideal para empresas que enfrentam o desafio do churn, pois auxilia, por exemplo, na construção de mensagens estratégicas de retenção de clientes; Próximo ao marketing e growth: prática comum em empresas com rápido crescimento, já que contribui na criação e divulgação do valor agregado de uma marca (basicamente o que apontamos sobre traduzir seus benefícios para o público);  Área multi estratégica: em empresas com portfólio extenso, o marketing de produto pode ser protagonista, assumindo um papel ainda mais estratégico na organização. Arquitetura de negócios e estratégias de go-to-market Segundo o The State of Go-to-Market Report 2023, desenvolvido pela Product Marketing Alliance, 57,7% dos entrevistados acreditam que os lançamentos impactam positivamente a receita da empresa. Esse dado reforça a importância de uma estratégia de go-to-market bem-sucedida. Muitas vezes, o marketing de produto é o setor responsável pelo processo de entrada no mercado, já que o go-to-market depende de fatores como gerenciamento multifuncional, amplo conhecimento do produto e análises do mercado. Aqui, a arquitetura de negócios também serve como um guia importante. Ela define a estrutura-base sobre a qual o produto ou serviço será oferecido ao mercado. Podemos pensar em como isso acontece na prática levando em consideração as principais estratégias de go-to-market. Por exemplo, no PLG (product led growth), em que o produto é o principal motor de crescimento, a arquitetura de negócios deve garantir que o desenvolvimento do produto esteja alinhado com as necessidades do mercado. “Isso implica uma compreensão clara da arquitetura de sistemas, dos processos internos e das interações com os clientes para garantir a entrega de valor”, diz Mônica. Já no SLG (sales led growth), onde a alavanca de crescimento está mais inclinada para a  estrutura de vendas, essa área influencia a organização das equipes de vendas, a definição de canais de distribuição e a implementação de sistemas de suporte a esse processo. No MLG (marketing led growth), ela orienta a estratégia de marketing, desde a segmentação do mercado até a definição das mensagens e canais de comunicação mais eficazes para promover as soluções da empresa. Por fim, no Community Led Growth, a arquitetura de negócios suporta a construção e o envolvimento de comunidades em torno das soluções da empresa, garantindo uma conexão efetiva entre os usuários, clientes e a própria organização. “Aqui na Softplan, o Sienge é um excelente exemplo de como levar o produto para o mercado por meio de uma comunidade”, complementa Monica. Desenvolvendo uma estratégia de marketing de produto a partir da arquitetura de negócios Desenvolver estratégias de marketing de produto a partir da arquitetura de negócios envolve integrar o conhecimento profundo das necessidades do mercado com a estrutura e operações da organização. Monica destaca que é  “importante entender as  necessidades do mercado e do cliente, bem como a evolução contínua do processo de go-to-market da empresa”. Conhecer o perfil do cliente ideal A arquitetura de negócios fornece uma base sólida para entender a estrutura organizacional e os processos que podem influenciar o perfil do cliente ideal. Compreender os requisitos e objetivos da organização ajuda na identificação dos segmentos de mercado mais relevantes e nas necessidades específicas do público.  Posicionamento do produto Com base na compreensão do perfil do cliente ideal e na análise da arquitetura de negócios, as empresas podem desenvolver estratégias de posicionamento de produto assertivas. Ou seja, que destacam os pontos fortes da organização e os benefícios visando a solução das dores dos mercado. Desenvolvimento da mensagem de marketing A arquitetura de negócios fornece insights sobre os processos internos, recursos e capacidades da empresa, que podem ser usados para criar mensagens de marketing eficazes. Compreender a estrutura organizacional permite uma comunicação mais alinhada e consistente com os valores e objetivos da organização. Estratégias de precificação Ao compreender os custos, processos e estrutura organizacional, as empresas podem desenvolver estratégias de precificação que sejam competitivas no mercado e ao mesmo tempo garantam uma margem de lucro saudável.  Além disso, a arquitetura de negócios pode influenciar a forma como os produtos são apresentados ao mercado, levando em consideração aspectos como branding, usabilidade e experiência do cliente. Revisão e adaptação contínua A arquitetura de negócios fornece um quadro estruturado para avaliar e revisar constantemente as estratégias de marketing de produto. As empresas podem monitorar indicadores-chave de desempenho (KPIs) relacionados às suas operações e ajustar suas estratégias de acordo com as mudanças no mercado e nas necessidades dos clientes. Monica destaca que ainda não é comum empresas em estágio inicial possuírem um time de marketing de produto. “É fundamental avaliar as prioridades da empresa e determinar quando o investimento se torna justificável”, complementa. A arquitetura de negócios é uma ferramenta poderosa que pode ser utilizada para criar uma base sólida para o marketing de produto. Ao trabalhar em conjunto, essas duas estratégias podem gerar resultados significativos para a empresa. Quer aprofundar sua compreensão sobre estratégias empresariais? Descubra como a gestão do conhecimento impulsiona o sucesso na Softplan!

Seja softplayer

Trabalhe em uma das maiores empresas de desenvolvimento de software no Brasil, que valoriza sua equipe com parceria e autonomia.

Imagem seja softplayer