Starian levanta R$ 640 milhões com a General Atlantic para alavancar M&As 
Agosto 26, 2025

Starian levanta R$ 640 milhões com a General Atlantic para alavancar M&As 

Investimento chega logo após o anúncio da divisão das operações da Softplan em duas empresas independentes; Além do fortalecimento dos produtos atuais, capital será usado para expandir a tese de crescimento inorgânico, com objetivo de abertura de novas verticais  Florianópolis, agosto de 2025 – A Starian, empresa recém-lançada no mercado e que passou a gerir todas as soluções para o setor privado da Softplan, acaba de levantar R$ 640 milhões (US$ 115 milhões) em um investimento estratégico da General Atlantic, um dos principais fundos de investimento globais. A companhia, que já nasceu com 16 mil clientes, usará a injeção de capital para alavancar M&As, fortalecer o modelo de SaaS vertical e abrir novas unidades de negócio.  A Starian desenvolve ecossistemas de software verticais altamente especializados, com complementariedade de produtos e gestão integrada, oferecendo jornadas completas dentro de um segmento.  Reúne sob seu guarda-chuva soluções dedicadas à Indústria da Construção, com o Ecossistema Sienge, além da Inteligência Legal, liderada pelo Projuris, e Eficiência Operacional, com as soluções de produtividade e eficiência Checklist Fácil e Runrun.it. Após a separação das operações em duas empresas independentes, a Softplan segue no mercado focada exclusivamente nas soluções voltadas ao setor público. "Toda a solidez construída ao longo de mais de 30 anos comprova que investir no fortalecimento do modelo de SaaS vertical é uma decisão estratégica acertada. Agora, com uma operação 100% autônoma e o aporte da General Atlantic, que traz não apenas capital, mas também expertise global em tecnologia, poderemos acelerar nosso potencial de crescimento, ampliando a força das unidades de negócio nas quais já somos referência e avançando em novas verticais”, destaca Ionan Fernandes, CEO da Starian.  Com o aporte da General Atlantic, que se torna sócia minoritária, a companhia pretende intensificar o ritmo de M&As, mirando tanto a consolidação de suas verticais atuais quanto a entrada em novos segmentos de alto potencial. “O cenário de software no Brasil permanece fragmentado e o mercado é amplamente subatendido”, afirma Rodrigo Catunda, Managing Director e Co-Head da General Atlantic no Brasil. “Vemos na Starian uma empresa única para liderar a consolidação de software vertical no Brasil, combinando produtos líderes, gestão profissionalizada e uma cultura de integração disciplinada. Estamos entusiasmados em apoiar a empresa em uma nova fase de crescimento acelerado, com foco em aquisições e criação de valor de longo prazo", diz. Com a assinatura dos termos do SPA (Share Purchase Agreement), o fechamento da transação ainda depende do cumprimento das condições usuais de mercado, incluindo aprovações regulatórias e demais etapas previstas no cronograma. Sobre a General Atlantic   A General Atlantic é um dos principais investidores globais de capital para crescimento com mais de quatro décadas de experiência no fornecimento de capital e suporte estratégico para mais de 830 empresas ao longo de sua história. Fundada em 1980, General Atlantic continua sendo uma parceira dedicada para empreendedores visionários e investidores que buscam construir negócios dinâmicos e criar valor a longo prazo. A empresa alavanca seu capital paciente, experiência operacional e plataforma global para dar suporte a uma plataforma de investimento diversificada abrangendo estratégias de Growth Equity, Crédito, Clima e Infraestrutura. A General Atlantic tem aproximadamente US$ 114 bilhões em ativos sob gestão, incluindo todas as estratégias, em 30 de junho de 2025, com mais de 900 profissionais em 20 países em cinco regiões. Para obter mais informações sobre a General Atlantic, visite: www.generalatlantic.com.  Para mais informações:  Starianstarian@vcrp.com.br  General AtlanticSara Widmann & Jess Gillmedia@generalatlantic.com

No-code: 5 lições aprendidas em um projeto real
Agosto 26, 2025

No-code: 5 lições aprendidas em um projeto real

Recentemente, liderei as frentes de Produto e UX no desenvolvimento de uma solução SaaS de IA para SEO, com um foco estratégico na adoção de tecnologias que acelerassem a busca pelo Product-Market-Fit (PMF) e pelo Minimum Viable Product (MVP). A abordagem escolhida também visava otimizar fatores cruciais, como a redução dos custos de desenvolvimento e a diminuição da curva de aprendizagem, garantindo um processo mais eficiente e acessível. Por isso, decidimos utilizar a seguinte stack de soluções para o desenvolvimento do software: Figma (prototipagem); Solução no-code para front-end web; A princípio íamos utilizar backend low-code, mas pivotamos e usamos tecnologia high code. Uma das principais vantagens dessa stack é que a velocidade de desenvolvimento do front-end seria muito maior por conta dos facilitadores, mas mantivemos o core da solução no backend em tecnologia high code, permitindo escala com melhor eficiência em cloud e flexibilidade. Posso explicar melhor o racional e quais opções nós cogitamos em um próximo post, mas vamos em frente aqui (comenta aqui se você gostaria de ler sobre isso). 5 lições aprendidas com no-code: 1. Velocidade maior: É indiscutível que uma solução no-code traz mais agilidade no desenvolvimento, acredito que reduzimos o tempo de desenvolvimento do front-end na ordem de 80%. Chega a ser bonito ver a facilidade que é criar as interfaces e os workflows, ainda mais quando você pode simplesmente utilizar um plugin e importar as telas diretamente do Figma. Se você é UX ou PM, imagine validar entregas e fazer ajustes de forma ágil. Melhor ainda: você mesmo pode criar as interfaces! Eu mesmo fiz isso diversas vezes ao longo do projeto. Muitas vezes, gastamos tempo documentando pequenos ajustes de usabilidade para que os desenvolvedores os corrijam, mas, nessa abordagem, bastava selecionar a camada e ajustar diretamente, sem intermediários. Tem um ponto positivo que vale destacar: O software no-code que usamos tem uma estrutura de auto-layout bem parecida com o Figma, se você domina Figma, vai tirar de letra. 2. Existirá uma curva de aprendizagem: Existem poucos profissionais com experiência prática na utilização de tecnologia low/no-code no país. Isso significa que você provavelmente vai ter que treinar o time a lidar com essa tecnologia, e naturalmente isso vai gerar alguns erros operacionais, bugs, e vai fritar alguns neurônios. A curva de aprendizagem é bem menor que uma tecnologia high-code, mas vai levar um tempinho para você construir um time maduro. 3. Você vai ter que repensar alguns processos: Gestão de equipes, branches, merges, servidores de homologação, deploys… Você vai ter que pensar nesses processos para garantir qualidade nas entregas e mitigar erros. Imagina alguém dar um “misclick” no software no-code e subir em produção uma branch errada… 4. Problemas novos surgem: Nem tudo são flores, ao utilizar uma plataforma para desenvolver um software, você pode acabar ficando dependente da empresa que fornece a plataforma (o famoso vendor lock-in), por isso é importante escolher de forma consciente qual tecnologia você vai utilizar. No caso do software que escolhemos, é possível exportar o projeto em código, então se no futuro você quiser tirar da plataforma, é possível, apesar que nunca fiz isso, você já exportou um projeto em produção? Conta aqui como foi. Além disso, você começa a se deparar com problemas diferentes, por exemplo, tinha uma tela que possuía um comportamento que com um simples “for” resolvia no código, mas no no-code foi um desafio… Print de uma call onde estávamos tentando resolver esse problema: 5. Vai haver quebras de paradigmas: Como em qualquer mudança, algumas pessoas poderão se sentir ameaçadas, com medo, ou resistentes. Você precisa encontrar pessoas dispostas a reaprender várias coisas, e a desbravar o novo. Não tivemos pessoas resistentes nesse projeto mencionado, mas já presenciei em outros ambientes pessoas que ainda acreditam que essas soluções não escalam e que não funcionam. Conclusão O uso de ferramentas low-code/no-code, como o WeWeb, tem nos ajudado significativamente a acelerar experimentações e o desenvolvimento de software. No entanto, nem tudo são flores: ao longo do caminho, tivemos que repensar diversos processos de DevOps, à medida que surgiam nuances específicas de se manter um software low-code em produção. O verdadeiro desafio de qualquer negócio está em entender profundamente as necessidades dos clientes e encontrar maneiras eficazes de aumentar o engajamento, o valor percebido, a aquisição e a retenção. Além disso, todo produto de software carrega um custo muitas vezes negligenciado: o custo de oportunidade. Esse custo representa o tempo e os recursos que decidimos investir em uma determinada iniciativa (tempo que poderia estar sendo direcionado a outras apostas potencialmente mais valiosas). Ao acelerar o desenvolvimento com low-code/no-code, conseguimos reduzir substancialmente esse custo, permitindo que o foco da equipe esteja onde realmente importa: gerar valor para o cliente, e não apenas escrever código.

A importância de uma boa documentação de Design System
Agosto 11, 2025

A importância de uma boa documentação de Design System

Um design system bem construído pode acelerar produtos. Mas é a documentação que faz ele funcionar de verdade. O que é um design system Um design system não é apenas uma biblioteca de componentes, mas sim um conjunto de componentes reutilizáveis, diretrizes e boas práticas que orientam a criação de interfaces digitais de forma consistente e escalável. Ele combina design, código, padrões de interação, escrita e princípios de marca em um repositório vivo e colaborativo, geralmente mantido por times de design, desenvolvimento e produto. A documentação deve explicar o "porquê", o "quando" e o "como" de cada elemento. Sem ela, o design system vira apenas uma biblioteca técnica, difícil de adotar, manter e escalar. O papel da documentação A documentação é a fundação que sustenta o design system como uma ferramenta estratégica. Ela conecta elementos visuais e funcionais ao seu contexto de uso real, evitando dúvidas, decisões isoladas e retrabalho entre as áreas. Mais do que um manual técnico, a documentação atua como uma fonte única de verdade (single source of truth) para todos os times envolvidos na construção de um produto digital. Designers, desenvolvedores e PMs encontram ali um ponto de referência confiável sobre padrões de interface, diretrizes de uso, regras de comportamento e justificativas por trás das decisões de design. Com isso, a comunicação entre áreas se torna mais clara, o onboarding de novos profissionais fica mais rápido, esforços duplicados são evitados e o alinhamento com a identidade da marca e os objetivos do produto é mantido com muito mais consistência. A documentação permite que decisões sejam tomadas com mais segurança, pois todos trabalham com base nas mesmas informações, sem achismos, ruídos ou interpretações divergentes. Em resumo, ela garante que o design system seja compreendido, aplicado e evoluído da forma correta, tornando-se uma base sólida para colaboração e escala. Benefícios para todos Não estamos falando apenas de boas práticas teóricas. Os resultados são concretos e comprovados por algumas das empresas mais inovadoras e influentes do mercado. Organizações como IBM, Shopify, Atlassian e Adobe, grandes referências globais, há tempos entenderam que a documentação de um design system não é um detalhe, mas sim um dos pilares para garantir eficiência, qualidade e escala no desenvolvimento de produtos digitais. Essas empresas, reconhecidas mundialmente por sua excelência em design e tecnologia, obtiveram ganhos mensuráveis ao estruturar bem a documentação dos seus sistemas. Entre os benefícios estão a aceleração no tempo de entrega, a redução de bugs e a eliminação de esforço duplicado. Um experimento conduzido pela Figma comparou dois times de design de produto: um utilizando a documentação de um design system e outro sem esse suporte. O resultado foi expressivo. A equipe com documentação conseguiu atingir seus objetivos 34% mais rápido. A principal razão foi a agilidade obtida ao evitar tarefas repetitivas, como recriar componentes do zero, procurar elementos em arquivos antigos ou tomar decisões recorrentes sobre espaçamentos, tamanhos e estilos tipográficos. Os participantes também relataram um aumento significativo na confiança ao longo do processo, destacando que a reutilização de componentes bem documentados contribui diretamente para a consistência com o produto final. Esses benefícios se estendem para outras áreas da empresa. Desenvolvedores ganham eficiência ao reutilizar elementos confiáveis, o que reduz retrabalho e falhas. Equipes de produto aproveitam esse ganho de produtividade para acelerar as entregas e diminuir o time-to-market. Para os usuários, tudo isso se traduz em uma experiência mais consistente, estável e confiável, com entregas frequentes de valor. Como referências, gostaria de mencionar dois exemplos de documentação que considero excelentes. O primeiro é o Padrão Digital do Governo, o design system do governo federal. Seu propósito é fascinante: oferecer a milhões de brasileiros uma experiência padronizada em todos os produtos e serviços digitais do governo — esteja o cidadão declarando o imposto de renda, consultando o FGTS ou acessando o título de eleitor. Segundo a própria documentação, o objetivo é claro: "oferecer uma experiência única ao cidadão que se relaciona com o governo para acessar produtos e serviços." Em poucos anos, já é possível perceber avanços significativos na experiência digital, como o login unificado gov.br, que pode ser utilizado inclusive em serviços estaduais e municipais. Outro bom exemplo é o design system da Conta Azul, que se destaca por ir além do convencional. Sua documentação inclui, além de componentes e padrões visuais, conteúdos aprofundados como guias de onboarding, redação e pesquisa, oferecendo uma base completa para todas as áreas envolvidas na construção do produto. Para quem busca mais referências nacionais, recomendo visitar o site designsystemsbrasileiros.com, uma curadoria colaborativa com diversos exemplos de design systems utilizados por empresas e instituições brasileiras. A plataforma reúne iniciativas públicas e privadas, oferecendo uma visão ampla sobre como diferentes organizações têm estruturado e documentado seus sistemas para promover consistência, escala e eficiência no desenvolvimento de produtos digitais. Conclusão Um design system bem documentado não é apenas uma ferramenta de design. Ele se torna um ativo estratégico da empresa. Ele conecta pessoas, define padrões, acelera entregas, aumenta a autonomia do time e reduz custos com retrabalho. Para desenvolvedores, a documentação facilita a implementação, reduz dúvidas e acelera o uso de componentes reutilizáveis, promovendo código mais limpo e consistente. Para os times de produto, ela aumenta a previsibilidade dos projetos, melhora a colaboração com design e engenharia e ajuda a reduzir o time-to-market. Já para os usuários, tudo isso se traduz em uma experiência mais estável, intuitiva e coerente em cada ponto de contato com o produto.

Grupo Softplan apresenta Starian, marca focada no setor privado
Junho 27, 2025

Grupo Softplan apresenta Starian, marca focada no setor privado

Com a divisão das operações, Softplan atende apenas o setor público e Starian chega ao mercado com a proposta de construir ecossistemas especialistas Florianópolis, junho de 2025 – O Grupo Softplan, uma das maiores empresas de tecnologia SaaS e transformação digital do Brasil, anuncia a Starian. A nova marca autônoma, que já nasce com aproximadamente 54% do share da receita líquida do grupo, reúne, sob seu guarda-chuva, todas as soluções dedicadas à Indústria da Construção, com o Ecossistema Sienge, além da Inteligência Legal, liderada pelo Projuris, e soluções de produtividade e eficiência, como o Checklist Fácil e o Runrun.it. A Softplan fica dedicada ao setor público com soluções líderes em três segmentos estratégicos: Justiça, Processos Digitais e Administrativos, e Infraestrutura e Obras. A estratégia de divisão das operações foi anunciada em dezembro de 2024 e agora, com o lançamento da Starian, o movimento se consolida. Marcio Santana, que assume como CEO da Softplan, destaca que a atuação é guiada pela entrega de tecnologia alinhada à realidade de cada cliente, com foco em impacto de longo prazo. “Estamos consolidando a estrutura por segmentos e evoluindo o portfólio, com inteligência artificial e dados no centro. Além disso, o foco está em aumento de ganho de performance e crescimento de receita, especialmente nos municípios, com uma plataforma integrada de soluções, e uma estratégia de internacionalização.” A nova operação da Softplan almeja ultrapassar 800 instituições públicas atendidas ainda em 2025. A separação das operações visa impulsionar ambos os negócios. Ionan Fernandes, CEO da Starian, explica que a marca já nasce com uma operação de grande porte e enorme potencial de crescimento. “Com a experiência e credibilidade acumuladas em mais de 34 anos e uma tese de negócios orientada à especialização, nosso foco é construir ecossistemas especialistas em cada uma das verticais em que atuamos, acelerados pela inteligência artificial para que continuemos fazendo o que sempre foi nossa maior diretriz: colocar o cliente no centro”, afirma Ionan. Até o final de 2025 a Starian prevê chegar a 20 mil clientes. Separação das operações A criação da nova operação já vinha sendo discutida dentro do Grupo Softplan, diante da necessidade de separar as duas áreas — Setor Público e Privado — devido às naturezas e demandas distintas de cada mercado. As operações para o setor privado são oferecidas como SaaS (Software as a Service), que exigem processos de venda ágeis, atendimento a milhares de clientes pela equipe de suporte, bases de clientes pulverizadas e um modelo de negócio escalável, com faturamento recorrente. No setor público, o destaque é a robustez e a previsibilidade, com níveis de serviço fortemente atrelados ao software. São contratos de longo prazo, que exigem alto grau de personalização, ciclos de venda extensos e grande preocupação com compliance e atendimento a legislações específicas. Operação com foco no setor privado A Starian já inicia as suas operações atuando com soluções líderes em três setores. O primeiro será dedicado à Indústria da Construção, tendo o Ecossistema Sienge como a base. Com soluções robustas, que integram a cadeia de ponta a ponta, traz mais de 34 anos de mercado como experiência. Cristiano Gregorius assume como Diretor Executivo da Starian Indústria da Construção e lidera a operação que já atende mais de 9 mil clientes. Já na vertical de Inteligência Legal, oProjuris é a plataforma que conecta as demais soluções, oferecendo tecnologia, automação e dados para a gestão jurídica. A operação será conduzida sob liderança do Sidney Falcão, que atua como Diretor Executivo da Starian Inteligência Legal. As soluções de Eficiência Operacional, que contempla os produtos Checklist Fácil e Runrun.it, têm como foco impulsionar a produtividade, a padronização e a gestão inteligente de processos em qualquer tipo de empresa. Marcelo Ferreira é o Diretor Executivo da Starian Eficiência Operacional.   A tese de negócios da Starian é baseada no modelo construído na antiga Unidade da Indústria da Construção da Softplan, que tem o Sienge no centro, e cria ecossistemas completos, com complementariedade de produtos e gestão integrada. A estratégia é replicar o modelo e consolidar os ecossistemas que estão sendo desenvolvidos nas demais verticais. Além disso, o crescimento inorgânico segue sendo parte fundamental da expansão da operação. Para liderar essa frente, com foco em M&A, a Starian conta com Alex Anton como Chief Strategy Officer. “As verticais ampliam nosso potencial de mercado no futuro, inclusive com possibilidade de passar a atuar em novas frentes de negócio”, destaca o CEO da Starian, Ionan Fernandes. Sobre a Starian A Starian é um grupo que reúne soluções SaaS (Software as a Service) especialistas nas áreas da Indústria da Construção, Inteligência Legal e Produtividade e Eficiência. Usando um software ponto de controle como habilitador e motor de crescimento de novas linhas de negócio, é focada em criar ecossistemas completos para os segmentos em que atua. Com uma trajetória de mais de 34 anos no mercado privado, conta com mais de 1,5 mil colaboradores e pretende atender 20 mil clientes em 2025.  Sobre a Softplan Somos focados em transformação digital, com um claro objetivo: desenvolver softwares encontrando soluções inteligentes para os segmentos de Infraestrutura e Obras, Processos Digitais e Justiça, levando tecnologia e integração a todos as esferas do Setor Público. Somos trusted advisor em tecnologia para o setor, com uma trajetória sólida em confiabilidade, compliance e reputação. Para mais informações: starian@vcrp.com.br softplan@vcrp.com.br 

RFC 9745 e seu impacto na governança de APIs
Junho 10, 2025

RFC 9745 e seu impacto na governança de APIs

A Internet Engineering Task Force (IETF) - organização internacional aberta que desenvolve e promove padrões técnicos para a internet, como os protocolos TCP/IP, HTTP e DNS - acaba de lançar a RFC 9745, que define uma forma padronizada de se informar a depreciação de recursos no contexto do HTTP, o que é especialmente relevante para APIs baseadas neste protocolo. Em resumo, a partir de agora, servidores podem informar seus clientes sobre o status de depreciação de determinados recursos utilizando o cabeçalho de resposta Deprecation, cujo valor é uma data, no passado ou futuro, indicando que o recurso já foi ou ainda será depreciado. Adicionalmente, é possível utilizar o cabeçalho link para apontar uma documentação e, também, o Sunset, trazendo a data na qual o recurso se tornará indisponível. Neste artigo iremos avaliar a viabilidade de se aplicar este padrão no mundo real. Utilizando as melhores práticas no desenvolvimento de APIs, partiremos de arquivos de definição que seguem a OpenAPI Specification e terminaremos no API gateway KrakenD. Impactos Como dito, este novo padrão é especialmente importante para as web APIs, ou seja, para as APIs que aderem ao protocolo HTTP, como as famosas REST. Neste contexto, a RFC oferece meios de se levar as políticas de depreciação — outrora restritas à documentação ou ao design time — ao tempo de execução. Portanto, a novidade tem o potencial de seriamente mitigar as quebras de integração, possibilitando aos desenvolvedores realizarem as adaptações necessárias com uma antecedência confortável. Aliás, vale lembrar que estamos entrando na era da A.I. (com seus agentes, servidores MCP e etc.), o que só faz aumentar o impacto deste novo padrão, já que eles podem aprender e se adaptar sozinhos diante da sinalização de depreciação. No contexto de governança, a RFC também torna possível aos fornecedores de gateways de API (como Kong, Tyk, KrakenD, Traefik, APISix e etc.) considerarem o novo padrão durante os processos automatizados de deploy de APIs, sobretudo quando pensamos em APIOps baseado em OpenAPI specification. Vejamos. A especificação OpenAPI prevê a indicação de depreciação de operações através do campo deprecated. Com esta nova RFC, é simplesmente natural pensarmos em linkar as coisas, ou seja, fazer com que a indicação de depreciação presente nos arquivos de definição encontre correspondência na configuração dos gateways, que, uma vez em execução, passem a injetar o novo cabeçalho de resposta nas operações apropriadas. Esta melhoria levaria a governança ao próximo nível de qualidade! Provando o conceito Utilizaremos o arquivo de definição aderentes à OpenAPI Specification (OAS) para descrever nossa API, construiremos um parser em Go utilizando a libopenapi, contaremos com o KrakenD como API gateway e um HttpBin como backend. Todos os detalhes do projeto podem ser encontrados neste repositório. Então, vou destacar apenas os pontos principais: O arquivo de definição (openapi.yaml) paths: (...) /users/{userId}: (...) delete: (...) deprecated: true Observe que a operação de deleção de usuário conta com o campo padrão da OAS deprecated com o valor true. Bem, é fácil perceber que estamos diante de uma incompatibilidade de impedância quando tentamos fazer esse booleano interagir com os novos cabeçalhos previstos na RFC 9745, já que estes são muito mais ricos em informação do que aquele. Por razões como esta, a OAS possui extensões, que, no nosso caso, serão utilizadas para descrever as propriedades esperadas pela RFC da seguinte forma: paths: (...) /users/{userId}: (...) delete: (...) deprecated: true x-deprecated-at: "2025-06-30T23:59:59Z" x-deprecated-sunset: "2026-01-01T00:00:00Z" x-deprecated-link: https://api.example.com/deprecation-policy O Parser A função do parser é ler e interpretar o arquivo de definição openapi.yaml, extrair as informações relevantes para o gateway, e criar o arquivo operations.json, que será embarcado na imagem do KrakenD e consumido durante a sua inicialização, numa abordagem denominada configuração flexível. Este é o resultado do operations.json: { "list": [ { "path": "/users", "method": "get", "backend": { "path": "/users", "host": "http://backend:8888" } }, { "path": "/users", "method": "post", "backend": { "path": "/users", "host": "http://backend:8888" } }, { "path": "/users/{userId}", "method": "get", "backend": { "path": "/users/{userId}", "host": "http://backend:8888" } }, { "path": "/users/{userId}", "method": "delete", "deprecated": { "at": "@1751327999", "link": "https://api.example.com/deprecation-policy", "sunset": "Thu, 01 Jan 2026 00:00:00 UTC" }, "backend": { "path": "/users/{userId}", "host": "http://backend:8888" } } ] } Observe que o parser projetou os elementos estendidos da OAS no arquivo de configuração do KrakenD, inclusive fazendo as devidas conversões de valores, da seguinte forma: OAS KrakenD x-deprecated-at: deprecated.at: x-deprecated-link: deprecated.link: x-deprecated-sunset: deprecated.sunset: O plugin Agora que a configuração do gateway foi devidamente gerada a partir do arquivo de definição, nosso plugin personalizado entra em cena. A sua função é identificar as operações de API depreciadas e inserir os cabeçalhos da RFC 9745 com os valores adequados. Mais detalhes podem ser encontrados no repositório do artigo. Mas, uma vez que o plugin foi embarcado no KrakenD, temos os seguintes resultados: GET /users/1 DELETE /users/1 Observe que apenas a segunda operação estava depreciada (vide operations.json) e o gateway adicionou corretamente os cabeçalhos na resposta. Conclusões O experimento mostrou a viabilidade do conceito, ou seja, que é possível levar as políticas de depreciação para além da definição e documentação, sendo facilmente comunicadas em tempo de execução. Desta forma, os sistemas podem adotar ações automatizadas para comunicar a obsolescência aos interessados e reduzir significativamente as chances de falhas nas integrações. Embora as extensões da OpenAPI Specification tenham tornado isso possível diante da insuficiência do booleano deprecated, imagino que a OpenAPI Initiative deve incluir uma melhoria nas próximas versões. Sobretudo quando penso que Eric Wilde, co-autor desta RFC, é bem atuante no mundo das APIs. Aos leitores que chegaram até aqui, meu muito obrigado. Espero que estas poucas palavras lhes tenham acrescentado algo e feito o seu tempo valer a pena. Referências RFC 9745: https://www.rfc-editor.org/rfc/rfc9745 OpenAPI Specification: https://spec.openapis.org/oas/latest.html Incompatibilidade de Impedância: https://devblogs.microsoft.com/oldnewthing/20180123-00/?p=97865 Repositório: https://github.com/MichelFortes/articles-RFC9745 HttpBin: https://hub.docker.com/r/michelfortes/httpbin KrakenD – flexible configuration: https://www.krakend.io/docs/configuration/flexible-config PB33F - libopenapi: https://pb33f.io/libopenapi/

Embeddings: o que são e suas aplicações
Maio 27, 2025

Embeddings: o que são e suas aplicações

Sabemos que com o surgimento de diversas tecnologias, há um grande aumento do número de termos que ouvimos falar, embeddings é um deles, mas o que são?Embeddings, que em inglês significa "incorporar", é um termo utilizado em IA e Processamento de Linguagem Natural (PLN). Refere-se ao processo de "incorporar" ou "embutir" informações complexas (como palavras, frases ou documentos) em um espaço vetorial. Isso significa que dados que seriam difíceis de processar diretamente são transformados em uma forma numérica (vetores), que os modelos de Machine Learning podem entender e usar para tarefas como classificação e análise semântica. Quando combinados com bancos de dados vetoriais, possibilitam que sistemas analisem grandes volumes de dados não estruturados. Isso permite a extração de informações relevantes e consultas complexas de forma rápida e eficaz. Essa técnica de transformação de dados é essencial na construção de soluções escaláveis, pois a representação vetorial facilita a busca e recuperação de informações além de comprimir suas informações e ainda assim manter a relação com o seu conteúdo original. Como funciona Sabemos que Embeddings são vetores para entendimento de máquina baseados em textos, fases, documentos. Mas como transformamos essas informações em vetores?Os vetores são formados a partir da utilização de modelos de IA treinados para identificar contextos, classificando-os com base na aproximação do contexto em números, que normalmente variam de -1 a 1. O valor 1 indica a maior proximidade, com milhares de parâmetros de comparação. Esses modelos são geralmente treinados com grandes volumes de texto, identificando padrões de concorrência entre palavras que aparecem frequentemente em contextos semelhantes, como "gato" e "animal". Durante o treinamento, o modelo aprende a mapear essas palavras para vetores numéricos em um espaço multidimensional, de forma que palavras com significados relacionados ou contextos similares fiquem posicionadas mais próximas entre si nesse espaço vetorial. O objetivo é fazer com que palavras ou frases com significados semelhantes fiquem mais próximas no "espaço" dos vetores. Por exemplo, "gato" e "cachorro" devem ser representados por vetores próximos, enquanto "gato" e "carro" estarão mais distantes. Exemplo de embedding | Imagem: https://arize.com/blog-course/embeddings-meaning-examples-and-how-to-compute/ De que forma é calculada a semelhança entre dois vetores, comparando, por exemplo, um texto com diversos vetores do modelo treinado?Matematicamente se utiliza normalmente a técnica de similaridade por cosseno para realizar a comparação entre dois vetores A similaridade do cosseno fornece um valor no intervalo [-1,1], tendo 1 como o valor de contexto mais próximo e -1 o mais distante [1] Equação de similaridade por cosseno | Imagem: Wikipedia Dois vetores com 98% de similaridade com base no cosseno do ângulo entre os vetores | Imagem: Richmond Alake Embeddings, na prática Análise de PDF com QA (Question Answering): Embeddings são usados em sistemas de análise de documentos, como PDFs, para realizar tarefas de Pergunta e Resposta (QA). Empresas que lidam com grandes volumes de documentos, como contratos ou relatórios, podem utilizar embeddings para localizar automaticamente trechos relevantes em um texto. Por exemplo, ao analisar um contrato em PDF, os embeddings permitem mapear semanticamente o conteúdo e identificar passagens relacionadas a perguntas como "Qual é o prazo de validade deste contrato?" ou "Quais são as obrigações de pagamento do cliente?". Em seguida, um modelo de IA generativa pode utilizar esses trechos para interpretar o contexto e gerar respostas em linguagem natural com maior precisão. Recomendação de Produtos (E-commerce): Plataformas como Amazon e Netflix utilizam embeddings para recomendar produtos ou filmes baseados nas preferências e comportamentos passados dos usuários. Por exemplo, ao recomendar filmes, embeddings são usados para capturar o estilo, gênero e características dos filmes que o usuário assistiu, sugerindo novos conteúdos com base na similaridade vetorial. Análise de Sentimentos (Atendimento ao Cliente): Empresas utilizam embeddings para analisar sentimentos em feedbacks ou mensagens de clientes. Por exemplo, ao analisar um conjunto de comentários em redes sociais ou e-mails de clientes, embeddings ajudam a identificar automaticamente se o sentimento é positivo, negativo ou neutro, permitindo uma resposta rápida e apropriada. Conclusão Embeddings têm se mostrado uma ferramenta poderosa e crescente em diversas indústrias, transformando a forma como interagimos com dados não estruturados. Sua capacidade de representar informações complexas de maneira numérica tem levado a melhorias em sistemas de análise de documentos, recomendações e até no atendimento ao cliente. Sendo uma tecnologia em constante evolução, é esperado que, com o tempo, ela seja cada vez mais integrada em soluções inteligentes e escaláveis. Além disso, com a tendência de redução dos custos computacionais e o avanço das infraestruturas de processamento e armazenamento, torna-se cada vez mais viável escalar essas soluções com eficiência e baixo custo. Referências https://builtin.com/machine-learning/cosine-similarity#:~:text=Cosine%20similarity%20is%20a%20measurement,within%20an%20inner%20product%20space https://arize.com/blog-course/embeddings-meaning-examples-and-how-to-compute